Pessoas com deficiência visual podem ler e produzir textos em biblioteca da USP

Aberta a qualquer cidadão, Sala de Acessibilidade tem leitor autônomo, teclado em braile e outros equipamentos

Foto do leitor autônomo. Sobre sua superfície, há um livro aberto e, ao lado, uma tela exibe o conteúdo em texto do livro.
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No começo de setembro, a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, em São Paulo, inaugurou, em sua biblioteca, uma Sala de Acessibilidade para pessoas com deficiência visual. Localizada no segundo piso, a sala oferece aos usuários diversos equipamentos para o acesso à leitura e produção textual e foi desenvolvida em parceria com o Programa USP Legal, ligado à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP.

Em um país onde 23,9% da população – cerca de 45,6 milhões de pessoas – têm algum tipo de deficiência, a Universidade também precisa se posicionar para atender a essa demanda crescente, afirma Adriana Domingos Santos, vice-chefe da Biblioteca FEA. Ela explica que essa é uma conquista não só da faculdade como de todo ambiente acadêmico, já que poucos locais possuem tecnologia que contemple essa população, até mesmo na USP.

A sala é aberta para todo o público, contando com todo o acervo da FEA. O usuário também pode utilizar os equipamentos para qualquer livro que levar consigo, bem como para a escrita e o desenvolvimento de trabalhos. O ambiente é espaçoso e os funcionários da biblioteca estão treinados para ajudar os usuários que necessitem.

Entre os aparelhos, destaca-se o leitor autônomo e instantâneo para pessoas cegas, que efetua a leitura de qualquer documento escrito em voz alta para o usuário, com a velocidade regulável e a possibilidade de gravação. Há também um ampliador de caracteres clássico para pessoas com baixa visão, um teclado em braile, um teclado ampliado de fácil visualização e um software no computador capaz de ler os caracteres na tela para o usuário cego.

Biblioteca da FEA

Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 7h30 às 21h30
Telefone: (11) 3091-5998
Local: Av. Luciano Gualberto, 908 – Cidade Universitária – São Paulo-SP

Fonte: Jornal da USP / Comunicação e Desenvolvimento FEA

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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