MPF quer maquininhas de cartão mais acessíveis a pessoas com deficiência visual

Acordo proposto pelo Ministério Público Federal ao Banco Central e empresas de cartões quer garantir que os terminais de pagamento atendam a requisitos de acessibilidade

Foto de uma mão feminina teclando uma máquina de cartão.
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Reunião em Brasília para discutir sobre o acordo proposto pelo Ministério Público Federal ao Banco Central e às empresas de cartões de crédito e débito para que os terminais de pagamento sejam acessíveis às pessoas com deficiência visual aconteceu semana passada.

Em entrevista ao Valor Econômico, o procurador do Ministério Público Federal de São Paulo, Pedro Antônio Machado, explicou que o principal desafio é encontrar uma forma de as pessoas cegas ou de baixa visão fazerem a leitura do valor das compras com segurança.

Em 2018, o Ministério Público instaurou uma ação contra o Banco Central, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) e as empresas do setor (emissoras, credenciadoras, bandeiras e fabricantes dos dispositivos) exigindo o uso de tecnologias assistivas por parte dos cartões. A ação está suspensa até haver um termo de ajuste de conduta.

Ainda na matéria do Valor, o presidente da Abecs, Fernando Chacon, comenta que será preciso fazer um ajuste no funcionamento das maquininhas para que esses consumidores possam receber uma comunicação sobre o valor da compra, por SMS ou QR Code, antes de confirmar a operação. Até o momento, esses avisos são enviados somente após a conclusão do negócio.

O procurador do MPF indica que o modelo ideal de terminal de pagamento acessível precisa ter um sistema próprio de leitura de valores em áudio e funcionar com fones de ouvido acoplados.

Uma nova reunião será realizada em março para discutir o assunto. Na ocasião, a Abecs deverá apresentar um relatório detalhado do perfil das maquininhas em uso pelo comércio.

Fonte: Valor Econômico

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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