Conheça apps que ajudam crianças e adolescentes com autismo

ONU definiu tecnologias assistivas como tema do Dia Mundial da Conscientização do Autismo, confira aplicativos que auxiliam no desenvolvimento e aprendizado dos jovens

Em fundo roxo, ícone que representa um smartphone
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Confira a matéria publicada no site do Estado de S. Paulo sobre aplicativos para melhoria na qualidade de vida de autistas.

Por Marco Antônio Carvalho e Ana Paula Niederauer

Na última terça-feira, 2, foi celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Em 2019, a Organização das Nações Unidas (ONU), que criou a data em 2007, lembra do dia a partir do tema “Tecnologias assistivas, participação ativa”, em referência a programas que podem ajudar no processo de aprendizagem de crianças e adolescentes que se encaixam nessa condição.

“Para muitas pessoas com transtornos de espectro autista, o acesso a tecnologias assistivas é um pré-requisito para poderem exercitar os direitos humanos básicos e participarem integralmente da vida de suas comunidades”, declarou a ONU, em mensagem sobre o dia. “Tecnologia assistivas podem eliminar a barreira de participação”, completou.

A ONU lembra que a Convenção das Pessoas com Deficiências reconhece o papel das tecnologias assistivas, ao auxiliar no exercício pleno dos direitos e liberdades. A organização discutiu nesta terça, em sua sede em Nova York, o papel da internet e das comunidades digitais nos avanços nessa área.

Para a fonoaudióloga Renata Dias, especialista em linguagem infantil para Transtornos do Espectro Autista (Tea), os recursos de alta tecnologia como os aplicativos ajudam no desenvolvimento da comunicação.

“O trabalho do terapeuta fonoaudiólogo é modelar o uso das tecnologias para que a criança aprenda qual é a função daquele sistema de comunicação. Não basta entregar o dispositivo eletrônico para criança, é necessário um trabalho contínuo e consistente de como usar cada classe de palavras que contém em cada sistema”, explica Renata.

Renata afirma que a tecnologia favorece o desenvolvimento da fala. “Acontece frequentemente de colocarmos um sistema de comunicação para uma criança não verbal e, após todo o trabalho contínuo, essa criança se tornar verbal”, disse.

O Estado destaca a seguir quatro aplicativos para aprendizagem de crianças e adolescentes com transtornos relacionados ao autismo. Muitas vezes, o desenvolvimento de ferramentas que auxiliam no aprendizado e comunicação parte da própria família, como é o caso do Matraquinha, criado por Wagner Yamuto para ajudar o filho Gabriel.

Conheça alguns deles abaixo:

Minha rotina especial

O aplicativo Minha Rotina Especial é um software desenvolvido para auxiliar crianças com deficiência, síndromes, autismo ou déficits diversos. “Um programa cuidadosamente planejado para estimular o desenvolvimento, integrando informações e deixando a rotina mais clara e organizada para crianças com diferentes desafios e que precisam de acompanhamento nas atividades do dia a dia.”

Quanto mais a criança conhece sua rotina, mais ela ganha confiança e autonomia e melhor os terapeutas conseguem acompanhar sua evolução e propor novos desafios, detalham os desenvolvedores.

Disponível no Google Play e na Apple Store (disponível apenas para iPads).

Livox

O Livox se define como um aplicativo de comunicação alternativa. “Permite que pessoas com doenças ou deficiências que prejudicam a fala possam se comunicar e aprender por meio de um tablet”. A ferramenta permite que o usuário crie qualquer coisa em qualquer lugar. Exercícios de leitura, escrita e até conceitos de matemática podem ser facilitados para quem tem autismo.

Por enquanto, o aplicativo está disponível apenas no Google Play.

Tippy Talk

Os desenvolvedores detalham que o aplicativo permite que uma pessoa com dificuldades de comunicação verbal se comunique traduzindo imagens em mensagens de texto que são enviadas ao cuidador. “TippyTalk é único por libertar a pessoa das limitações de uma comunicação face a face.”

Encontre o app no Google Play ou na Apple Store.

Matraquinha

Matraquinha é um aplicativo destinado a crianças e adolescentes com autismo ou que possuam dificuldades de linguagem. Com o uso deste aplicativo, a criança poderá se comunicar por meio de cartões, explica os desenvolvedores. “O funcionamento é bem simples. Ao clicar nestes cartões, o aplicativo vai dizer por voz o que a criança deseja transmitir.”

O aplicativo está disponível no Google Play e na Apple Store.

Fonte: Estadão

11 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

  3. em algumas companhias de avião (Latam, Gol…) só é permitido o voo gratuito do def.fisico em caso de tratamento médico comprovado, para isso deve preencher cadastro valido por um ano, no caso do acompanhante terá 50% de desconto na viagem. melhores informações no Youtube “Pessoas com deficiência terão passe livre em aviões” ou similares. boa sorte

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