Em Santarém, muro da escola destaca a Língua Brasileira de Sinais

Ideia original de pintura da Escola José de Alencar, no município paraense, foi pensada para estimular a inclusão e a curiosidade das pessoas para se comunicar com os surdos

Foto da fachada da escola, com o alfabeto em Libras pintado no muro
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Confira a matéria de Tracy Costa para o G1 sobre a inclusão de surdos em Santarém, no Pará;

Quem passa pela rua São José, em frente à Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio José de Alencar, no bairro Aparecida, em Santarém, no oeste do Pará, se surpreende com a nova pintura do muro. Pensada para promover a inclusão e estimular o interesse pela Língua Brasileira de Sinais (Libras) a escola ganhou novas cores com o destaque para o alfabeto e os números que podem ser feitos com as mãos e permitem a comunicação com os surdos.

Diretora da escola há oito anos, Maria Bernadete Costa conta que a escola estava precisando de uma reforma e aliado a isso ela pensou em fazer não só uma nova pintura no educandário, mas usar o espaço para promover a inclusão e deixar uma mensagem. “Para nós foi uma grande surpresa essa repercussão. A ideia surgiu após a leitura de um livro que sugere que o espaço escolar seja usado por temas que estimulem os alunos e demais frequentadores do educandário a pensar e abranger os conhecimentos”, explica a diretora.

Bernadete disse que no ano passado a escola recebeu um aluno surdo, que ele foi bem aceito pelos colegas de classe e não foram registrados episódios de preconceito, muito pelo contrário, as demais crianças sempre foram muito solícitas e gentis tentando inclusive aprendido a linguagem dos sinais para se comunicar com o colega.

“Pensamos em trabalhar a educação especial como um todo, começando pela pintura, pois assim levamos essas informações também para além dos muros da escola. O objetivo é estimular a curiosidade das pessoas para aprender Libras. É importante que todos estejam inseridos nesse contexto, para que as pessoas surdas não se sintam excluídas dos ambientes”, ressalta a diretora.

A professora da educação especial Odeise Branches, que trabalha na escola há cinco anos, conta que apesar de este ano não haverem alunos surdos é importante que as crianças aprendam a língua dos sinais. “Os alunos gostaram muito dessa ideia de pintar no muro o alfabeto dos sinais, porque ano passado quando tínhamos um aluno surdo eles tiveram a oportunidade de aprender um pouco. Apesar de não ser obrigatória a disciplina de Libras, nós entendemos que a inclusão desse aluno com deficiência é importante”, disse.

Projeto de inclusão

Para receber alunos com dificuldades de locomoção, a escola conta com rampas e um banheiro adaptado. De acordo com a diretora, a adequação do espaço tem sido feita aos poucos, apesar de haver uma aluna cadeirante matriculada na instituição.

“Com a lei da inclusão, que estabelece que todos os espaços têm que oferecer acessibilidade àqueles que têm limitações, nós começamos a adequar a escola a essa realidade. O banheiro não é totalmente adaptado, mas 85% já foi concluído. Sinto que nós da escola estamos fazendo a nossa parte”, ressalta a diretora.

Libras

A Língua Brasileira dos Sinais (Libras) completa 17 anos em 2019. Ela é a língua de sinais usada pela maioria dos surdos e legalmente reconhecida como meio de comunicação e expressão, e não é a simples gestualização da língua portuguesa.

Assim como as diversas línguas naturais e humanas existentes, ela é composta por níveis linguísticos como: fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. É necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo a comunicação de forma correta.

Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos e de pontos de articulação — locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos — e também de expressões faciais e corporais que transmitem os sentimentos que para os ouvintes são transmitidos pela entonação da voz, os quais juntos compõem as unidades básicas dessa língua. Como em qualquer língua, também na libras existem diferenças regionais. Portanto, deve-se ter atenção às suas variações em cada unidade federativa do Brasil.

Escola José de Alencar

Fundada em 1º de maio de 1970, a Escola de Ensino Fundamental e Médio José de Alencar trabalha com os níveis e modalidades de ensino fundamental II regular e EJA, fundamental 3ª e 4ª etapas, ensino médio regular e EJA e Programa Mundiar. Atualmente a escola conta com 918 alunos distribuídos nos turnos matutino, vespertino e noturno.

Este ano, a escola completa 50 anos e em comemoração pinturas e reformas estão sendo feitas no educandário. As salas de aula devem ser pintadas com temas das obras de José de Alencar. Segundo a diretora, o objetivo é que os alunos conheçam mais da literatura brasileira, além da vida e obra do autor.

Fonte: portal G1

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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