TCC de estudante vira óculos que ajudam cegos

Flávio Viana criou o projeto todo com menos de R$ 80, uma lancheira escolar e óculos de segurança

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Leia a matéria de Barbara Bastos para o site da Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios:

O trabalho de conclusão de curso, ou TCC, é um dos pesadelos dos estudantes, que muitas vezes viram a noite para terminar o projeto. O pior é que nem sempre o conteúdo da pesquisa pode ser aplicado no mundo real. Mas no caso de um estudante fluminense, o trabalho da escola virou um produto que pode mudar a vida de muita gente: os Óculos Sonar, que auxiliam pessoas com deficiência visual severa.

Apaixonado por biologia e por medicina, o jovem começou a pesquisar sobre a dificuldade de locomoção dos cegos. Unindo seu conhecimento com a vontade de ajudar essas pessoas, ele criou os Óculos Sonar. Depois de pesquisar muito e encontrar outras iniciativas similares à sua ideia, o estudante começou seu protótipo.

O investimento veio todo de sua família. Viana usou apenas R$ 80, uma lancheira escolar, equipamentos de mecatrônica e um óculos de segurança para criar os óculos. As ferramentas foram todas fornecidas pela própria escola.

Os óculos medem a distância dos objetos por meio da emissão de ondas sonoras. A tecnologia é semelhante aos sonares, utilizados por submarinos e navios, que emitem ondas que se chocam com os objetos à frente e voltam à fonte. Conhecendo a velocidade do som, os óculos calculam a distância entre o emissor e o obstáculo.

A cada 100, 75 e 50 centímetros de espaço entre o usuário e o objeto mais próximo, um “alarme” vibra, avisando a pessoa com deficiência visual. A duração do toque aumenta conforme a distância vai diminuindo.

Inicialmente, o intuito era entregar o projeto apenas para finalizar o curso. Entretanto, precisando de alguém para testar o protótipo, ele conheceu a Associação Macaense de Apoio aos Cegos (AMAC). Lá, ele conheceu diversas pessoas interessadas nos “óculos” e fez diversos testes, descobrindo que eles funcionavam.

Segundo Viana, usando os Óculos Sonar, o deficiente fica mais protegido do que usando a guia, espécie de bengala usada por eles. “Com a guia, a parte superior do corpo não fica protegida, então os óculos podem ajudar com isso”, diz o estudante. Ele afirma também que, apesar de precisar de treinamento, com o tempo o usuário pode até sair sem a guia.

Apesar da importância do projeto, por enquanto só existe um exemplar: o protótipo criado por ele. Viana tem planos de crescer o negócio, mas primeiro pretende terminar a faculdade. “Estou me dedicando só aos estudos”, afirma.

Fonte: Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios

11 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

  3. em algumas companhias de avião (Latam, Gol…) só é permitido o voo gratuito do def.fisico em caso de tratamento médico comprovado, para isso deve preencher cadastro valido por um ano, no caso do acompanhante terá 50% de desconto na viagem. melhores informações no Youtube “Pessoas com deficiência terão passe livre em aviões” ou similares. boa sorte

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