Crianças cegas ganham brinquedo divertido para aprender braile

Projeto Lego Braile Bricks, que usa as letras e números do alfabeto Braile, é testado em quatro idiomas, dentre eles, o português

Foto de duas crianças, vistas de cima, brincando com peças do Lego Braile Bricks, em ambiente fechado.
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Crianças cegas ou com baixa visão ganham um reforço divertido para a aprendizagem: peças de Lego customizadas em braile. O anúncio foi feito nesta semana na Fundação Dorina Nowill com a presença de autoridades e representantes do governo da Dinamarca. O projeto está sendo testado em inglês, dinamarquês, norueguês e português.

O projeto Lego Braile Bricks é moldado com a mesma quantidade de pontos em relevo usados nas letras e números do alfabeto Braile. Uma forma divertida de alfabetização para as crianças cegas ou com baixa visão.

“Um dia histórico não só no Brasil, mas em todo o mundo, como um marco da educação inclusiva plena, ” avalia Ika Fleury,  presidente do Comitê Braile Bricks da Fundação Dorina Nowill.

A ideia é que a ferramenta também seja utilizada de forma inclusiva, que permita que crianças e adultos sem deficiência possam interagir, que brinquem e aprendam juntos.

“É uma ideia simples e ao mesmo tempo grandiosa, o conceito de inclusão vivenciado na essência, com o Lego é possível interagir independente de deficiência ou não, foi um aprendizado emocionante participar do projeto”, afirmou o professor da Unesp, Klaus Schlüzen.

A Unesp é parceira da Fundação Dorina Nowill no desenvolvimento de uma metodologia que possibilite a educação inclusiva de crianças de 4 a 10 anos. E também na formação dos professores com aulas presenciais e online, para que alcance um maior número de educadores.

O projeto foi proposto pela primeira vez em 2011 para a Lego Foundation pela Associação Dinamarquesa e novamente em 2017 pela Fundação Dorina Nowill para cegos. A mobilização pelo Lego Bricks for All ganhou repercussão internacional e possibilitou o acordo para a produção das peças.

A versão final deverá ser lançada em 2020 e distribuída gratuitamente para instituições selecionadas.

Fonte: R7

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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