Startup faz parceria com a Fundação Lemann com o propósito de difundir a educação em Libras

Projeto inédito no país realizado pela Hand Talk irá catalogar e animar em 3D mais de 2 mil sinais de matérias escolares do ensino fundamental

Em fundo roxo, ícone branco com duas mãos gesticulando e representa Libras
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Como uma Língua que foi reconhecida oficialmente no Brasil apenas em 2002, através da Lei Nº 10.436, a Libras vem evoluindo e sendo cada vez mais difundida. A cada dia surgem centenas de novos sinais criados pela comunidade surda para representar palavras ou expressões, mas ainda há uma grande dificuldade de encontrar canais digitais para disseminá-los e oficializá-los. Apesar de toda a evolução, ainda há uma carência de sinais para representar termos mais específicos. Muitos deles precisam ser utilizados dentro das salas de aula por serem fundamentais para o aprendizado e evolução do aluno.

Sinais como o de fórmula de Bhaskara, em matemática, ou de Cristóvão Colombo, em história, são desconhecidos da maioria dos professores, intérpretes e até alunos surdos. Por outro lado, há diversas pesquisas no Brasil que catalogaram vários desses sinais, porém ainda não tiveram um canal forte para disseminá-los.

Pensando em contribuir para melhorar essa realidade, a Hand Talk junto com a Fundação Lemann, que apoia projetos para melhorar a educação pública no Brasil, reuniu pesquisadores, comunidade surda, intérpretes e professores de várias regiões do país para catalogar e animar em 3D mais de 2 mil sinais de 5 matérias escolares do ensino fundamental – Português, Matemática, Ciências, História e Geografia -, que farão parte de um dicionário dentro do aplicativo.

Agora, os usuários do app, disponível gratuitamente, podem consultar facilmente esse vocabulário dentro e fora de sala de aula.

“Essa grande novidade reforça o nosso propósito de tornar o mundo mais acessível e contribuir para a difusão do conhecimento também nas escolas. A comunidade surda ganha de presente mais essa novidade que envolveu o trabalho de diversos pesquisadores. Eles passaram anos catalogando esses sinais que agora ganham vida e irão ajudar professores, alunos e intérpretes através do Hugo, nosso intérprete virtual” declara Ronaldo Tenório, CEO e fundador da Hand Talk.

Essa não é a primeira iniciativa da Hand Talk na educação. Desde 2015, o aplicativo disponibiliza uma série chamada Hugo Ensina. Em vídeos segmentados por temáticas diversas, como saudações, datas comemorativas, entre outras, é possível aprender milhares de sinais em Libras de forma gratuita.

Fonte: Startupi

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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