Marejada é a única festa de Santa Catarina com acessibilidade

Festa terá intérpretes de LIBRAS, cardápios em audiodescrição, mesa tátil e outros recursos de acessibilidade para atender pessoas com deficiência

Foto de um grupo de pessoas, sendo uma delas cadeirante, sentadas à mesa em uma praça de alimentação
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A 33ª Marejada de Itajaí é o primeiro evento de entretenimento de Santa Catarina a garantir acessibilidade plena para pessoas com algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida. A festa, que inicia hoje, 8, e segue até o dia 20 de outubro, conta com balcão de acessibilidade, intérpretes de LIBRAS, cardápios em audiodescrição, auxílio para pessoas com deficiência intelectual, cadeiras de rodas e mesa tátil para cegos. Toda a estrutura física traz itens de acessibilidade para assegurar a segurança dos visitantes, como banheiros acessíveis e estacionamento.

Segundo a Lei Brasileira de Inclusão, em seu artigo 53, a acessibilidade é direito que garante à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida viver de forma independente e exercer seus direitos de cidadania e de participação social. Com base nisso, a Marejada criou um Plano de Acessibilidade em parceria com o Conselho Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência de Itajaí (Comadefi) para garantir autonomia e segurança a esse público em todas as áreas do evento.

“O Plano de Acessibilidade da Marejada mostra que é possível organizar e deixar acessível um evento de grande porte. Esse é um dos pilares da nossa festa e que ampliamos neste ano, buscando a inclusão social de toda população”, comenta o secretário de Turismo e Eventos de Itajaí, Evandro Neiva.

Além da estrutura para assegurar uma festa acessível a todos, a 33ª Marejada também terá um espaço para a Escola de Cães Guias Helen Keller. Será divulgado o trabalho dos cães-guia e como as pessoas devem se portar ao encontrar com um cego, socializador ou treinador com um desses animais.

“A gente tem o costume de achar que tendo uma rampa e um banheiro acessível está garantindo a acessibilidade e não é isso. Ajudamos a Secretaria de Turismo a criar um plano estratégico de acessibilidade para garantir que qualquer pessoa com qualquer tipo de deficiência possa usufruir dos espaços da festa. No ano passado, recebemos depoimentos e podemos assegurar com certeza que a Marejada é a única festa do Estado que garantiu a acessibilidade plena, além de ser gratuita”, destaca a Comadefi, Bianca Reimão.

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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