Startup do Paraná cria mão eletrônica e exoesqueleto para paraplégicos

Equipamentos deverão ser lançados em dezembro deste ano

Foto de uma mão eletrônica, fios, uma garra e uma mão humana em cima de uma mesa.
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A startup Cycor Cibernética, de Curitiba, lançará em dezembro de 2019, mão eletrônica implantável e um exoesqueleto que permite a pessoas paraplégicas e tetraplégicas caminhar.

“Desenvolvemos, na realidade, uma placa que conecta os impulsos elétricos do corpo a diferentes tipos de máquinas, como uma mão eletrônica”, explica a neuroengenheira e CEO da Cycor Michele de Souza. O equipamento custará R$ 4,9 mil, enquanto similares saem por dez vezes a mais esse valor.

Já o exoesqueleto, que irá custar R$ 30 mil, vai permitir a pessoas que perderam os movimentos das pernas a se levantar, caminhar e se sentar. Hoje, o único equipamento existente no mundo custa R$ 800 mil. “Já temos 92 pessoas inscritas para receber nossos produtos”, salientou Michele.

Em outubro desde ano, a Cycor recebeu R$ 300 mil de investimento dos jurados da quarta temporada do reality show Shark Tank Brasil (Sony). A empresa está incubada na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e a produção ocorre na Cidade Industrial de Curitiba.

História de vida

Michele de Souza é portadora da síndrome de Asperger, um tipo leve de autismo. Teve muita dificuldade de socialização na infância e adolescência. Por isso, Michele foi entendendo que os estudos eram seu ponto de refúgio, e estudou muito para se tornar neuroengenheira. Fez várias especializações, inclusive em instituições internacionais como Universidade de Harvard (EUA) e École Polytechnique Fédérale de Lausanne (Suíça).

O desenvolvimento dos produtos para auxiliar pessoas com deficiência e dificuldades de locomoção teve início após a companheira de Michele ter sido acometida por um câncer ósseo muito grave. Infelizmente, ela não resistiu à doença e morreu há cerca de dez anos, poucos dias depois de Michele finalizar a tecnologia de seu primeiro produto.

Fonte: Bem Paraná

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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