Metrô testa equipamento inédito para aumentar autonomia das pessoas com deficiência visual nas estações em SP

Sistema automatizado com comando de voz e avisos sonoros vão orientar cegos durante o deslocamento

Foto de um carro do metrô circulando pela cidade
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O Metrô realiza hoje, 6 de fevereiro, às 11h, na estação Vergueiro, em São Paulo, o primeiro teste aberto de uma ferramenta inédita que poderá aumentar a autonomia das pessoas com deficiência visual.

O projeto “Siga Fácil” vai orientar esses passageiros nos deslocamentos em espaços públicos por meio de sistema automatizado com comando de voz e avisos sonoros. Juntos eles indicarão qual caminho o usuário cego ou com baixo visão pode seguir.

A implantação do piloto está sendo feita pelo Metrô, que com o auxílio de pessoas cegas voluntárias mapeou a estação Vergueiro da Linha 1-Azul. Em pontos estratégicos, foram instalados equipamentos que emitem sinais captados por um aparelho receptor, desenvolvido pelo Metrô. Ele será conectado ao celular do passageiro para decodificar a mensagem, que pode ser ouvida através de fone de ouvido. Esse método foi pensado para permitir que o usuário consiga também manter suas mãos livres.

Outro diferencial é o que os sinais são emitidos com o uso de frequência de infravermelho, em vez de ondas de rádio. O que irá eliminar os riscos de interferências e permitir o direcionamento preciso da pessoa ao seu ponto de interesse. A luz é imperceptível no ambiente, não causando desconforto para as demais pessoas e nem interferências nos equipamentos do Metrô.

Todo o sistema foi criado pelo próprio Metrô, através de dois colaboradores que também são pesquisadores da USP. As etapas de desenvolvimento envolveram pesquisas científicas, investigação internacional e inúmeros testes que vêm sendo realizados desde 2018.

Com a evolução dos testes na estação Vergueiro, o Metrô pretende ampliar os estudos para outras estações, considerando o perfil dos passageiros atendidos. A meta é que até o final de 2021 todas as estações do Metrô estejam mapeadas. O equipamento receptor, batizado com o nome de “coração”, será fabricado pela própria Companhia e, inicialmente, deverá funcionar em esquema de empréstimo, sendo disponibilizado na entrada da estação e devolvido na saída do sistema.

Esse projeto vem ao encontro das diversas ações inclusivas do Metrô, que atende diariamente a 1,8 mil passageiros com deficiência em suas 62 estações, que são totalmente acessíveis. A atenção prestada a esse público foi reconhecida com premiação da UITP (União dos Transportes Públicos) em 2015 e com a escolha da estação Tatuapé para receber o Centro de Informação a Pessoa com Deficiência, da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Fonte: Revista Acontece

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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