Estádios paulistas abraçam a acessibilidade

Arena Corinthians, Allianz Parque, Morumbi e Vila Belmiro apresentam iniciativas para melhorar o atendimento a pessoas com deficiência

Foto parcial de uma arquibancada de estádio, com poltronas dobráveis e espaços com o símbolo de identificação da pessoa com deficiência, em branco e azul, pintados no chão
Compartilhe:

Os quatro grandes clubes paulistas mobilizam-se cada vez mais em torno da inclusão social, por meio da melhoria da acessibilidade.

Em setembro de 2019, a Arena Corinthians tornou-se o primeiro estádio do País a sinalizar o acesso de pessoas com deficiência intelectual. Também foi inaugurada uma sala antirruído para autistas.

O “Espaço TEA (sigla para Transtorno do Espectro Autista)” conta com uma estrutura que reduz em 90% o barulho vindo das arquibancadas e também disponibiliza atendimento profissional às crianças.

A iniciativa – feita em parceria com o apresentador de TV Marcos Mion, que tem um filho autista – tem como principal objetivo diminuir o desconforto e estabelecer eventos esportivos como opções de lazer para as crianças do espectro.

Os outros três estádios dos clubes grandes do Estado têm se destacado especialmente pela implantação de projetos para auxiliar pessoas com dificuldades de locomoção.

O Allianz Parque, casa do Palmeiras, foi o primeiro do Brasil a ganhar o selo Guiaderodas, que avalia a experiência de pessoas com limitações físicas. A arena passou por avaliações de especialistas em acessibilidade, e funcionários receberam treinamento para atender às demandas especiais dos visitantes.

O Morumbi conta com dois elevadores e 22 banheiros para pessoas com deficiência. Numa ação para aumentar a conscientização sobre a importância da acessibilidade, o São Paulo convidou em outubro do ano passado dez atletas paraolímpicos para atuarem como gandulas durante o jogo contra o Avaí, pelo Brasileirão.

Já o Santos oferece aos cadeirantes um setor exclusivo no nível do gramado da Vila Belmiro, ao lado dos camarotes.

Acessibilidade para todos

Ainda que não haja números precisos sobre a presença dessa população nos estádios do País, há uma legislação que determina que as necessidades mínimas dos torcedores com deficiência sejam atendidas:

1- O clube mandante deve reservar 4% dos lugares a pessoas com deficiência, sendo metade dessa cota destinada a cadeirantes e a outra metade a torcedores com mobilidade reduzida ou deficiência visual.

2- Os assentos para obesos, que também devem ser reservados, precisam ser do tamanho equivalente a duas cadeiras comuns e suportar carga mínima de 250 quilos.

3- Os banheiros acessíveis devem ter entrada independente dos banheiros coletivos. A alternativa é a instalação de um box dentro dos coletivos para uso exclusivo de pessoas com deficiência.

Fonte: Estadão

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *