Coronavírus: como agir se pessoas com deficiências severas forem infectadas?

O geneticista do Instituto Jô Clemente, Caio Bruzaca, explica o que deve ser feito quando pessoas com sequelas graves contraem o vírus

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Como não há informações abrangentes sobre o coronavírus (COVID-19), pessoas com condições genéticas ou neurológicas que tomam remédios específicos, têm restrições respiratórias ou dificuldades profundas de comunicação, precisam ser monitoradas com atenção.

“Precisamos lembrar que existem vários tipos de deficiências. Nas deficiências intelectuais leves e moderadas, nossa maior preocupação é com pessoas que não mantêm cuidado diário consigo mesmas, que podem não captar as recomendações sobre higiene e limpeza, além das dificuldades em externar o que estão sentido”, afirma Caio Bruzaca, geneticista do ambulatório de diagnósticos do Instituto Jô Clemente (IJC).

“Quem está ao redor, quem cuida dessas pessoas com deficiência é que precisa perceber o que está acontecendo”, diz o especialista.

“A falta de ar é um dos principais sintomas do coronavírus. Para pessoas com deficiência intelectual grave ou profunda, para quem usa ventilador mecânico para respirar, foi traqueostomizada (orifício artificial criado cirurgicamente no pescoço ou na traqueia), os cuidados devem ser os mesmos prestados aos idosos”, explica o geneticista.

“Além disso, muitas pessoas com deficiência usam remédios específicos ou uma combinação de medicamentos, corticoides, redutores de imunidade, e isso pode agravar o quadro de quem foi infectado pelo coronavírus”, comenta.

Autoridades internacionais de saúde fizeram um alerta sobre os reflexos do uso de anti-inflamatórios, como ibuprofeno e cortisona, em pessoas infectadas pelo vírus. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), destacou que o ibuprofeno deve ser evitado porque esse composto facilita a entrada do vírus nas células.

Suspeita de infecção pelo coronavírus? Corra para o hospital

De acordo com o especialista do IJC, se há suspeita de infecção pelo coronavírus em pessoas com deficiência severas, a melhor providência é procurar atendimento médico imediato. “Nesses casos, tem que correr para o hospital porque cada segundo é importante”, completa Caio Bruzaca.

O Brasil tem 200 casos confirmados que estão distribuídos por 14 Estados e o Distrito Federal, a maioria em São Paulo. Segundo o Ministério da Saúde, o País tem 1.915 casos suspeitos e 1.470 análises foram descartadas. Nesta quinta-feira, 12, a pasta informou que vai dobrar o número de leitos para atender a demanda por conta da doença. O anúncio foi feito após o Estado revelar que o ministério criou apenas 10% de novos leitos no plano de combate ao novo coronavírus.

Para ler a matéria completa entre no site do Estadão. 

Fonte: Estadão