Professores terão formação em Libras para ministrar aulas em São Paulo

Projeto agora segue para análise da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento

Foto, em close, de um par de mãos gesticulando sinais em Libras. Ao fundo, desfocados, há uma mulher e dois homens sentados repetindo os sinais.
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O projeto de lei 591/19, que garante ensino de Libras no magistério, de autoria da deputada Leticia Aguiar (PSL), recebeu parecer favorável da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de São Paulo.

O objetivo do projeto é tornar obrigatório o ensino de Libras (Língua Brasileira de Sinais) na formação continuada do Magistério. Já aprovado nas duas primeiras comissões (de Constituição, Justiça e Redação e de Educação e Cultura) o projeto segue tramitando, e antes de ir à votação no Plenário da Assembleia Legislativa, a propositura ainda será analisada pela Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento.

Sobre o projeto

Com o tempo, iniciativas de inclusão social foram se aprimorando. Em 2005, uma lei reconheceu a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão dos surdos e garantiu a inserção da disciplina Libras como obrigatória nos cursos de fonoaudiologia e de magistério de nível médio.

O Decreto Federal estabeleceu prazos, delineou a formação de professores e viabilizou a criação de programas para cursos de graduação. Passados 14 anos essa lei não saiu do papel, principalmente no estado de São Paulo.

Pensando nessa situação, a deputada Leticia Aguiar apresentou um projeto de lei que institui, no âmbito estadual, a obrigatoriedade do ensino da Língua Brasileira de Sinais na formação inicial e continuada do magistério. “Acredito que esta iniciativa vai, não só, garantir o cumprimento da lei, mas dar um tratamento mais específico e abrangente aos professores em todos os níveis no Estado de São Paulo, já que na proposta dou ao governo a possibilidade de criar normas complementares específicas para a rede pública que vai formar esses professores”, disse a parlamentar.

Segundo Leticia, a ideia da iniciativa surgiu a partir de reclamações de que existe uma legislação, mas que ela não era respeitada. “De fato, a lei e seus decretos determinam de forma genérica que apenas os professores universitários e de ensino médio devem ser capacitados. É muito importante essa capacitação para garantir o acesso ao conhecimento”, finalizou.

O Instituto Federal de São Paulo já oferece cursos gratuitos de Libras em suas 37 unidades, espalhados por todo estado. Para saber mais acesse o site.

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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