Enem 2021: a cartilha específica para os estudantes com dislexia é uma vitória, diz Instituto ABCD

MEC anuncia primeira cartilha com critérios específicos de correção para estudantes com dislexia para o ENEM; Objetivo é garantir nota mais justa e equidade para quem tem dislexia

Capa da cartilha do Inep com orientações referente à correção das redações de estudantes com dislexia
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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou no último dia 30, uma cartilha específica para estudantes com dislexia que irão participar do Enem 2021.

O documento, elaborado pela Coordenação Geral de Exames para Certificação, da Diretoria de Avaliação da Educação Básica (Daeb), traz os critérios que serão considerados durante a correção da prova, ajudando a garantir uma nota mais justa entre os inscritos, além de tornar o processo de forma geral, mais transparente e equitativo.

A cartilha exemplifica também, quais direitos que podem ser solicitados pelas pessoas com necessidades específicas de aprendizagem antes de realizar a prova, confira abaixo:

1 – Tempo adicional: benefício prevista em lei, e os participantes poderão solicitar 60 (sessenta) minutos a mais em cada dia de prova.

2 – Tradutor-intérprete de Libras: um profissional habilitado para mediar a comunicação, e no ato da prova, esclarecer dúvidas dos usuários de Libras na leitura de palavras, expressões e orações escritas em língua portuguesa.

3 – Leitura labial: serviço de leitura da prova a pessoas com deficiência auditiva, que não desejam a comunicação por meio de Libras.

O estudante pode solicitar esses serviços e recursos no ato da inscrição, de acordo com suas necessidades. Importante frisar que é necessário apresentar a documentação que ateste as adaptações solicitadas. No caso de dislexia, o inscrito se qualifica para tempo adicional de prova.

A dislexia é um transtorno específico de aprendizagem de origem neurobiológica, caracterizada por dificuldade no reconhecimento preciso e/ou fluente das palavras e pela baixa habilidade de decodificação e soletração. Devido a isso, algumas considerações serão admitidas na correção da prova, como:

– Substituições de letras, sílabas ou palavras com diferenças mínimas de grafia (m-n; i-j; v-u);

– Escrita espelhada, ou invertida;

– Substituições de letras cujos sons são acusticamente próximos (/v/-/f/, /g/-/c/, /d/-/t/).

Para Juliana Amorina, diretora presidente do Instituto ABCD “A cartilha específica para os estudantes com dislexia é uma vitória. Considerar as características linguísticas da dislexia durante a correção da redação é um enorme passo para garantir a equidade durante o ENEM.”

“A pessoa com dislexia tem talentos e habilidades que só serão alcançados se reconhecermos as dificuldades geradas por este transtorno de aprendizagem, e eliminarmos as barreiras para criar um ambiente mais justo para que todos tenham acesso às mesmas oportunidades”, afirma.

Com informações de assessoria de imprensa.

3 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

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