Projeto “Parastronauta” busca pessoas com deficiência para trabalhar na Agência Espacial Europeia

Além de promover a inclusão no recrutamento, a agência quer identificar os desafios que pessoas com deficiência física podem encontrar no espaço

Montagem com a foto de um astronauta e do rosto de uma mulher. Há o texto: "ESA ASTRONAUT SELECTION 2021. Your way to space".
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A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou nesta semana que o seu próximo programa de recrutamento de astronautas vai buscar pessoas com deficiência para integrar o time.

Os candidatos que forem selecionados não serão os primeiros “parastronautas” da agência, conforme explica David Parker, Diretor de Exploração Robótica e Humana da ESA, à Deutsche Welle. “Já temos pessoas com deficiência trabalhando na ESA e precisamos que mais delas se juntem a nós.”

Essa é a primeira vez em mais de uma década que a ESA abre seu processo seletivo, com início em 31 de março. Serão 18 meses até que os candidatos sejam aprovados, o que deve ocorrer em outubro de 2022. De acordo com a agência, há 26 vagas disponíveis, sendo que 20 deles são para o cargo de “astronauta reserva”, que serão chamados apenas para missões ou projetos específicos.

Um dos principais objetivos do novo processo seletivo é diversificar a equipe. Conforme apontado pela DW, desde a criação da ESA, em 1975, apenas duas mulheres astronautas passaram pela agência. Por isso, a ideia é incentivá-las a se inscreverem no programa, além das pessoas com deficiência.

No caso do programa “parastronauta”, ainda existem algumas limitações. A agência vai aceitar apenas candidatos com deficiência física nas pernas ou pés, além de indivíduos com nanismo. “Procuramos um indivíduo que seja psicologicamente, cognitivamente, técnica e profissionalmente qualificado para ser um astronauta, mas que tenha certas classes de limitação física que normalmente os impediriam de ser selecionados através dos requisitos que normalmente temos”, afirma Parker.

Arte em fundo azul escuro com a ilustração de três astronautas e ao redor deles, há especificações em inglês referente ao projeto e processo seletivo para os candidatos ao programa Parastronauta
Crédito: ESA

Além de promover a inclusão no recrutamento de astronautas, a ESA também está trabalhando no Projeto de Viabilidade do Parastronauta, para identificar os desafios que as pessoas com deficiência física podem encontrar no espaço. A partir disso, a agência avaliará a viabilidade técnica e operacional de um voo espacial para um parastronauta.

De acordo com a ESA, eles não podem garantir que o parastronauta selecionado no programa de recrutamento será enviado ao espaço. Apesar de a agência afirmar que vai continuar com os esforços para tornar isso possível, ela ressalta que a prioridade de qualquer missão será sempre a segurança dos tripulantes.

Alguns dos outros requisitos que todos os candidatos devem preencher são: possuir um diploma de mestrado em medicina, ciências naturais, engenharia, matemática ou ciência da computação, além de uma experiência profissional de pós-graduação mínima de três anos, fluência em inglês e domínio de um segundo idioma.

Fonte: Gizmodo

6 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

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