Produção cultural inclusiva na web é tema de seminário gratuito em canais digitais do CCBB

Toda a programação será transmitida ao vivo, simultaneamente, nas redes sociais dos CCBBs Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, entre 20 de maio e 14 de junho

Arte em tons de rosa escuro, branco, amarelo, azul e roxo. No topo, há vários ícones que remetem à acessibilidade
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No próximo dia 20 de maio, quando se comemora o Dia Mundial de Conscientização sobre Acessibilidade, começará uma série de debates e oficinas técnicas que abordarão conceitos, dados de mercado, dicas e melhores práticas para quem deseja produzir conteúdos culturais digitais mais inclusivos para todas as pessoas.

Isso tudo faz parte do seminário online chamado Encontros CCBB Sobre Acessibilidade Digital, realizado pelo Centro Cultural Banco do Brasil, com curadoria do Movimento Web para Todos, patrocínio do Banco do Brasil, idealização e produção executiva da Agência Galo. Durante o evento, também será divulgado um estudo inédito sobre acesso a arte e cultura por pessoas com deficiência.

O seminário será totalmente gratuito e transmitido via YouTube do Banco do Brasil e redes sociais das quatro unidades do Centro Cultural Banco do Brasil. A transmissão contará com todos recursos de acessibilidade: Libras, legenda em tempo real e audiodescrição. Para participar, é necessário se inscrever no site www.encontrosccbb.com.br.

Serão seis dias de debates e oficinas práticas com o objetivo de promover diálogos sobre acessibilidade digital e capacitar profissionais e pessoas interessadas envolvidas na produção de conteúdo e criação de plataformas digitais, especialmente no âmbito da cultura e das artes.

“Os Encontros acontecem em um momento extremamente oportuno para se debater a acessibilidade digital. Devido ao isolamento social que temos enfrentado há mais de um ano, a nossa conexão com o mundo passou a ser online: para conversar com familiares e amigos, trabalhar, estudar, comprar e se divertir!”, contextualiza Simone Freire, idealizadora do Movimento Web para Todos.

“Visitar uma exposição virtual sem recursos de audiodescrição se você não possui a visão ou participar de um debate online sem contar com a tradução para o seu próprio idioma (como Libras, utilizado por pessoas surdas sinalizadas) infelizmente ainda é a realidade em se tratando da experiência proporcionada para este público”, explica Simone.

A especialista acrescenta que uma das grandes barreiras para transformar essa realidade de exclusão é a falta de conhecimento sobre a temática. “Acessibilidade digital não é algo tão complicado como se imagina. São diretrizes internacionais, inclusive já traduzidas para o português, que estão ao alcance de qualquer profissional que queira se apropriar desse conhecimento e contribuir para transformar a web brasileira em um espaço mais inclusivo para todo mundo”, convida Simone.

Pesquisa sobre acesso a arte e cultura por pessoas com deficiência

No dia 14 de junho, último dia dos Encontros CCBB, serão apresentados ao público dados da pesquisa inédita sobre a oferta de conteúdos culturais no contexto da acessibilidade digital. Os resultados deste estudo serão debatidos por Viviane Sarraf, especialista em museologia e acessibilidade cultural, fundadora da Museus Acessíveis, Simone Freire, do Web para Todos, e por Fernando Campos, do canal Na Visão de Cego.

“A ideia do estudo é apresentar, pragmaticamente, mais indicativos que ajudem a colocar no radar de produtores de conteúdos uma parcela bastante grande da população, de mais de 45 milhões de pessoas, segundo o Censo do IBGE de 2010”, afirma Tales Rocha, da Agência Galo. “A pandemia tornou ainda mais urgente que, além de medidas para garantir a acessibilidade arquitetônica em museus e galerias, as instituições, produtores e curadores se voltem também a considerar, cada vez mais, a acessibilidade digital”, completa.

O formulário da pesquisa pode ser respondido online até o dia 1º de junho de 2021 por qualquer pessoa que tenha algum tipo de deficiência e que deseja sites e aplicativos mais acessíveis, especialmente os ligados à cultura e à arte. Para acessá-lo, basta clicar neste link: http://bit.ly/PesquisaCulturaNaWeb.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

20 DE MAIO, DAS 16H ÀS 17H30
Painel de abertura: Acessibilidade Digital nas artes visuais: por que você deve se preocupar com isso?

Debate de abertura com Simone Freire, do Web para Todos, Eric Klug, presidente da Japan House São Paulo, e Beto Pereira, presidente da ONCB – Organização de Cegos do Brasil.

24 DE MAIO, DAS 16H ÀS 17H30
Oficina de Programação Acessível

Com o desenvolvedor e especialista em acessibilidade Reinaldo Ferraz e Leonardo Gleison, técnico em tecnologia assistiva da Laramara. A oficina abordará conceitos, critérios de sucesso (WCAG) com foco em desenvolvimento, melhores práticas (estrutura de páginas, navegação, responsividade, animações, WAI-ARIA, comportamento de mídias e formulários, testes, entre outros tópicos). Serão apresentados exemplos de aplicações de acessibilidade em páginas, guias e ferramentas para ajudar equipes de desenvolvimento a criarem aplicações acessíveis e, depois, validarem o trabalho.

26 DE MAIO, DAS 16H ÀS 17H30
Oficina de Design Acessível

Com Odilon Gonçalves, gerente de tecnologia e inovação do Museu da Pessoa e Diniz Candido, especialista em acessibilidade digital e criador do canal Mundo Cegal, no YouTube. Serão apresentados conceitos, critérios de sucesso (WCAG) com foco em design e UX, melhores práticas (carrossel acessível, paleta de cores, tipologia, contraste, hierarquia da informação, links de atalho etc.), exemplos de aplicações de acessibilidade em páginas e outras peças, guias e ferramentas para auxiliar designers durante o desenvolvimento de aplicações web e validação.

28 DE MAIO, DAS 16H ÀS 17H30
Oficina de Produção de Conteúdo Digital Acessível

Com Simone Freire, do Web para Todos, e Isa Meirelles, do Google Brasil e criadora de conteúdo e uma das líderes da Deficiência Tech, comunidade de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de tecnologia no Brasil. Os tópicos a serem abordados incluem conceitos de acessibilidade digital, linguagem inclusiva, acessível e neutra, descrição de imagens e texto alternativo, melhores práticas para sites culturais e redes sociais (como estruturar conteúdo, vídeos e podcasts acessíveis etc.), exemplos de aplicação de acessibilidades em páginas, materiais de referência e apoio para auxiliar no planejamento e execução de conteúdos audiovisuais.

1º DE JUNHO, DAS 16H ÀS 17H30
Debate: Desejos para a Construção de uma sociedade digital culturalmente inclusiva

Mediado por Alexandre Ohkawa, arquiteto, consultor e gestor cultural, presidente da Associação de Surdos do Estado de São Paulo Vem Sonhar e gerente de comunidade na Hand Talk. Pessoas com diferentes tipos de deficiência falam de sua realidade e seus desejos para a construção de uma sociedade digital culturalmente inclusiva. Participam Marcos Lima, jornalista e criador do canal Histórias de Cego, no YouTube, Leandrinha Du Art, escritora e influenciadora digital com foco nas causas LGBTQIA+ e PCD, e Paula Pfeifer, criadora do movimento Surdos que Ouvem, cientista social, escritora e líder da maior comunidade online de usuários de tecnologias auditivas da América Latina.

14 DE JUNHO, DAS 16H ÀS 17H30
Painel: Acesso a arte e cultura por pessoas com deficiência

Com Simone Freire, idealizadora do Movimento Web para Todos, e Viviane Sarraf, especialista em museologia e acessibilidade cultural, fundadora da Museus Acessíveis e criadora da RINAM – Rede de Informação de Acessibilidade em Museus. Participa também Fernando Campos, jornalista que mantém o canal Na Visão do Cego, no YouTube.

Inscreva-se gratuitamente para participar: www.encontrosccbb.com.br.

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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