Diversidade e Cultura Organizacional

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Nós, consultores, passamos grande parte de nosso tempo dentro das organizações, tentando convencer líderes e gestores da importância – e até da necessidade – das equipes serem diversas.

Diversidade gerada por pessoas que proporcionam a multiplicidade de origens para o grupo, pela composição de vários gêneros, cores e crenças religiosas, pela presença de inúmeras idades e variante de indivíduos com limitações sensoriais e características cognitivas.

Os argumentos para que isso ocorra são de distintas ordens: vai desde a importância da responsabilidade social à maior possibilidade de solução de problemas cotidianos passando pela inclusão de pessoas de grupos sub representados visando a igualdade de oportunidades. Na maioria das vezes, esses argumentos dependem muito da situação em que a empresa se encontra em relação ao assunto.

Há quem defenda, também, que equipes diversas estão relacionadas, intimamente, com sustentabilidade – compreendida aqui como o conjunto de ações e processos que visam manter a vitalidade de um sistema. Ou seja, sistemas – neste caso, de gestão de pessoas – não sustentáveis, correm alto risco de morrer, perecer, acabar.
Entre as várias visões sobre diversidade e inclusão há uma – que é maioria – e afirma que ambas são essenciais para o crescimento e a prosperidade das empresas nesta segunda década do século XXI. Quando, de fato, comprometidas com essa dupla prática, tornam-se mais capacitadas para inovar, melhorar o desempenho e transmitir uma imagem positiva da marca.

Uma equipe diversa e produtiva – que cumpre suas metas – influencia positivamente os demais setores e é capaz de inspirar seguramente toda a organização.

Se os ganhos são tão evidentes, por que as imensas dificuldades em convencer líderes e gestores a patrocinarem programas de diversidade e inclusão?

As respostas são várias, mas há uma que – apesar da complexidade – nos parece mais evidente: é a cultura organizacional.

As pessoas, como indivíduos sociais, reagem e decidem a partir de seus valores, crenças e princípios morais. Para muitas questões, antes de decidir e agir não precisamos parar e pensar. Decidimos e, às vezes, até agimos de modo inconsciente. Ao aceitarmos que uma organização é uma associação de indivíduos, é possível concluir que este conjunto de pessoas elabore códigos de conduta comuns partindo de valores e crenças compartilhadas por seus membros para decidir e agir, muitas vezes de forma inconsciente.

Dito de outro modo, as interações interpessoais numa empresa formam o que se denomina cultura organizacional, e que talvez seja a mais importante parte invisível de uma organização.

É pela cultura organizacional que empresas que trabalham há anos para se tornarem mais diversas e inclusivas ainda lidam com problemas frequentes de assédio moral, pagamento desigual entre gêneros e o nível mais alto de comando formado por homens brancos heterossexuais.

Importante destacar, no entanto, que equipes com mais mulheres que homens, com chefes negros ou do público LGBTQ – ou mesmo com deficiência – não é garantia de que a inclusão, de fato, exista.

É preciso mais. É preciso que esse modo inconsciente de decisão – gerador de ações – seja consciente. Se quisermos mudar a cultura precisamos influenciar os padrões de pensamento que orientam as atitudes das pessoas ou de um grupo. Em outras palavras, é dizer que vai fazer e fazer o que deve ser feito.

11 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

  3. em algumas companhias de avião (Latam, Gol…) só é permitido o voo gratuito do def.fisico em caso de tratamento médico comprovado, para isso deve preencher cadastro valido por um ano, no caso do acompanhante terá 50% de desconto na viagem. melhores informações no Youtube “Pessoas com deficiência terão passe livre em aviões” ou similares. boa sorte

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