Audióloga Majken Roikjer traz dicas sobre utilização de aparelhos auditivos e dicas de saúde auditiva

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Daniel Limas, da Reportagem do Vida Mais Livre

Majken Roikjer é dinamarquesa e escolheu trabalhar com audiologia, uma área da Fonoaudiologia que permite, entre diversas funções, que o profissional reabilite pessoas com deficiência auditiva, selecione e adapte aparelhos para corrigir a função auditiva e faça avaliações da nossa audição. Mais especificamente, ela escolheu atuar com crianças, pelo prazer de saber que a criança com um correto aparelho auditivo terá o mesmo desenvolvimento de uma criança ouvinte e não será excluída.

Ela é mestre em Audiologia e Patologias da Fala pela Universidade de Copenhagen e pela Universidade de Western Ontario, no Canadá, com especialização em Audiologia Pediátrica pela Akademie für Hörgeräte-Akustik, da Alemanha.

No final de dezembro de 2011, Majken veio ao Brasil para divulgar a linha Widex BABY, de aparelhos de alta qualidade e tecnologia de ponta para bebês e crianças, e aproveitamos para ter um bate-papo rápido com essa profissional.

Ela traz diversas informações sobre a utilização de aparelhos auditivos e dicas de saúde auditiva. Acompanhe abaixo:

Vida Mais Livre: Qual a importância da realização de exames auditivos em recém-nascidos?
Majken Roikjer: Quando o diagnóstico é feito mais cedo, a criança terá mais condições para um desenvolvimento mais natural, ou seja, mais próximo do desenvolvimento vivido pelas crianças sem perdas auditivas. O tratamento precoce é a via para que o desenvolvimento da criança seja o melhor possível, sobretudo no que diz respeito à linguagem e fala.

VML: No Brasil, existe o “teste da orelinha”. Como é feito esse exame em outros países? Existem leis que também garantem este teste em outros países?
Majken Roikjer: Na Europa, as crianças, em geral, passam pelo exame de emissões oto-acústicas – no Brasil, chamado de “teste da orelhinha”. Se a criança é reprovada, faz os testes de potenciais auditivos evocados. A maioria dos países da Europa realiza o exame, mas acredito que a França não faz em todos os bebês.

VML: Além do tamanho, quais são as principais diferenças entre os aparelhos auditivos para crianças e adultos?
Majken Roikjer: A diferença entre o Widex BABY e os outros aparelhos é o design, pois o Widex BABY é muito pequeno e leve, o que é ótimo para as pequenas e delicadas orelhas infantis. Ele também é o primeiro receptor auditivo desenvolvido especialmente para crianças.

VML: O que há de mais moderno em termos de aparelhos auditivos para crianças no mercado, atualmente?
Majken Roikjer: O design do aparelho, que respeita o tamanho da orelha da criança; o molde versátil de material macio, que nao incomoda o bebê, e é fácil de colocar e evita que a criança precise fazer o molde de massa e perca tempo esperando que fique pronto.

VML: E para o futuro, o que podemos esperar desses aparelhos?
Majken Roikjer: Estamos em um momento em que surge o primeiro aparelho do mundo desenvolvido exclusivamente para bebês. Este avanço é considerável. Claro que a tecnologia caminha, mas hoje consideramos que o Widex já é o futuro. Ele é o que existe de mais moderno hoje.

VML: Quais as principais causas de surdez em crianças que não nasceram com ela? O que poderia ser feito para evitar?
Majken Roikjer: Não é comum a criança que nasce ouvindo perder a audição. Mas meningite, caxumba, trauma encefálico, entre outras doenças, podem causar inflamação no ouvido e fazer com que a criança sofra, como consequência, alguma perda de audição. Por isso, é importante tomar alguns cuidados como, evitar ruídos constantes e não deixar de tomar vacinas.

VML: O que é possível fazer com uma criança ou bebê que se incomoda ao usar um aparelho auditivo?
Majken Roikjer: Depende muito da idade da criança. É preciso avaliar se o aparelho não está super amplificado. Também é preciso confirmar a avaliação auditiva e aconselhar os pais sobre a importância que o aparelho tem.

VML: Quando é recomendável fazer um implante coclear? E quando é recomendável utilizar aparelhos auditivos?
Majken Roikjer: Indica-se o uso do implante coclear quando a perda é profunda. É recomendável usar aparelho sempre que tiver perda de audição, pois o aparelho pode beneficiar a saúde da pessoa.

VML: Para quem já usa aparelhos auditivos, quais são as principais recomendações para melhor conservá-lo e utilizá-lo?
Majken Roikjer: A manutenção é relativamente fácil. No caso do aparelho infantil, ele deve ser limpo e checado pelos pais todos os dias. Os pais de crianças que usam o Widex BABY recebem um kit que contém instruções, materiais necessários para a limpeza e orientações de como checar o aparelho. O Widex BABY é equipado com um sinal LED que pisca sutilmente para indicar que a bateria ainda está funcionando.

VML: Por quanto tempo um adulto e uma criança podem utilizar um aparelho auditivo?
Majken Roikjer: Pelo tempo que o aparelho lhes trouxer benefícios. Não há um prazo-limite.

VML: Por que você se interessou por estudar e trabalhar com este assunto?
Majken Roikjer: Me interessei pela audiologia pediátrica porque é uma combinação perfeita em que é possível observar a audição e o desenvolvimento de linguagem da criança. Para mim, é fascinante saber que quando uma criança está corretamente adaptada com o aparelho auditivo desde pequena, ela não apresentará sequelas, terá o mesmo desenvolvimento de uma criança ouvinte e não será excluída.

VML: Como foi o desenvolvimento da linha Widex BABYTM? Durou quanto tempo? Em que pensaram? Como foram as pesquisas?
Majken Roikjer: Demorou muito tempo. Tivemos a primeira ideia há 10 anos e há 5 anos estamos trabalhando nisso. Demorou bastante porque quisemos realizar vários testes antes de lançar o aparelho.

VML: O que se espera dessa nova linha em termos mercadológicos?
Majken Roikjer: Espero que a linha ajude os bebês diagnosticados pela triagem auditiva a ter uma vida melhor. Em relação ao mercado brasileiro, não posso afirmar, pois isso varia de país para país. Na Dinamarca, por exemplo, o governo distribui os aparelhos gratuitamente, não importando o valor (a saber: no Brasil, a distribuição de aparelhos pelo SUS tem um limite de valor, geralmente, são os mais simples).

Foto compara o tamanho dos aparelhos

11 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

  3. em algumas companhias de avião (Latam, Gol…) só é permitido o voo gratuito do def.fisico em caso de tratamento médico comprovado, para isso deve preencher cadastro valido por um ano, no caso do acompanhante terá 50% de desconto na viagem. melhores informações no Youtube “Pessoas com deficiência terão passe livre em aviões” ou similares. boa sorte

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