Comunicadores pela inclusão – Parte 2

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Fabricio Loureiro (conhecido como Bricio Loureiro) é designer, gestor de marketing e humorista. Em 2010, ficou tetraplégico e buscou formas de se adaptar com seu corpo e driblar as dificuldades. Uma delas é o seu site “Não Concreto”. Lá, ele se comunica com mais de 30 mil pessoas por dia postando seus pensamentos, opiniões, textos e vídeos de humor, entre outros assuntos. É na internet também que ele transmite a sua arte. Criou seu canal de música no YouTube em que ele mesmo faz o som dos instrumentos com a voz.

No canal “Marca Passo”, do Rafinha Bastos, Bricio contou um pouco sobre sua história e destacou o seu amor pela stand up comedy. “Quando estou no palco, quando estou fazendo minha apresentação na cadeira, eu acho que é justamente isso que a gente tem que fazer da vida: rir para ela. Eu me sinto orgulhoso de poder transformar uma desgraça em uma coisa boa, compartilhar isso com o pessoal e a galera rir junto”, contou ele no vídeo.

Quando perguntamos se ele se sente responsável por colocar em prática uma comunicação voltada para a inclusão, Bricio afirmou que, involuntariamente, sim. “Na verdade, não reflito muito sobre o assunto. Talvez a inclusão, nesse caso, esteja muito mais na cabeça do público. Em meus shows, creio que, 15% do texto, aborda minha deficiência, caso contrário, se tornaria algo muito sacal e é nesse ponto que a inclusão do não deficiente é feita.”.

Ronaldo Denardo, em sua cadeira de rodas, acena para a câmera simulando um socoA comunicação também sempre esteve presente na vida do jornalista Ronaldo Denardo. Desde pequeno, ele já tinha boa desenvoltura para falar em público e para escrever. O acidente que impactou a vida de Ronaldo e o deixou tetraplégico, segundo ele, foi o responsável para norteá-lo para seguir a profissão de jornalista.

“Como não podia mais exercer a profissão de técnico em eletrônica, tive que encontrar outra atividade que pudesse desenvolver. O destino foi traçando meu roteiro e fui encontrando meu caminho. Criar e reportar informações é a minha praia, só de falar já me arrepio todo. A comunicação está em minha veias, borbulha dentro de mim”, disse.

Seu primeiro livro foi o “Andando Sem Poder Andar”. Nele, Ronaldo contou como conseguiu enfrentar as mudanças após o acidente e sua adaptação à nova vida. Denardo acredita no poder de transformação da comunicação em qualquer segmento, mas destaca a importância dela no terceiro setor e para as pessoas com deficiências. “Isso porque muitas delas são pessoas menos favorecidas socialmente e carentes de informação.”

Mesmo após marcar sua trajetória com o livro e compartilhar sua experiência, Ronaldo disse que gostaria de fazer mais pela inclusão das pessoas com deficiência. “Gostaria de produzir campanhas de conscientização, fazer a sociedade se acostumar mais com essas pessoas convivendo no círculo, sabendo lidar e educá-las para terem mais respeito e entendimento das necessidades e limitações que temos”, finalizou.

11 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

  3. em algumas companhias de avião (Latam, Gol…) só é permitido o voo gratuito do def.fisico em caso de tratamento médico comprovado, para isso deve preencher cadastro valido por um ano, no caso do acompanhante terá 50% de desconto na viagem. melhores informações no Youtube “Pessoas com deficiência terão passe livre em aviões” ou similares. boa sorte

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