Dicas para ter sucesso em dinâmicas e entrevistas de emprego

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Homem é entrevistado por outro homem, que segura papéis

Daniel Limas, da Reportagem do Vida Mais Livre

Entrevistas de emprego e dinâmicas são motivo de muitas dúvidas de grande parte das pessoas que se candidatam a uma vaga de emprego. Essas práticas comuns também são unanimidade quando o assunto é causar ansiedade e nervosismo. Nesses quesitos, pessoas com e sem deficiência provavelmente devem empatar.

Vale lembrar que alguns detalhes podem significar seu sucesso ou fracasso em uma entrevista de emprego. Nesse momento tão importante, além do seu conhecimento, as roupas que você veste na hora da seleção, o perfume ou mesmo uma frase dita de forma errada podem representar o ponto final naquele processo de seleção.

O Vida Mais Livre, em parceria com a i.Social*, consultoria focada na inclusão social e econômica de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, reuniu as principais perguntas e trouxe respostas às dúvidas mais frequentes das pessoas com deficiência na hora de participar de um processo de seleção. Confira:

– Quais são os erros mais comuns cometidos pelos candidatos durante as entrevistas?

1) atender celular;
2) chegar atrasado;
3) sentar-se com postura inadequada;
4) falta de higiene;
5) fazer perguntas inadequadas e incovenientes, como querer saber sobre a vida pessoal do entrevistador;
6) fazer piadas;
7) vestir roupas inadequadas. Exemplo: decotes grandes em mulheres e bermudas em homens;
8) utilizar gírias;
9) ser impaciente;
10) recusar-se a escrever a redação;
11) não explicar sobre sua deficiência;
12) falar mal das empresas anteriores;
13) falar mal dos chefes;
14) mentir sobre as habilidades;
15) solicitar café;
16) não trazer currículo e laudo médico;
17) trazer o currículo salvo em pen-drive.

– O que o candidato não deve dizer ou fazer nunca?

Falar mal da empresa anterior e do gestor. Não se deve nunca falar mal de outras pessoas ou de empresas.

– O que mais atrapalha na hora da entrevista: nervosismo e ansiedade ou despreparo?

Certamente o nervosismo e a ansiedade, pois o momento da entrevista é desconhecido para qualquer entrevistado. Isso gera uma situação de irritabilidade pelo desconhecido, o que é normal nos seres humanos.

– Existe alguma técnica ou prática que possa ajudar no preparo para uma entrevista de emprego?

Sim. Em primeiro lugar, o candidato deve pesquisar sobre a empresa na internet, e procurar entender mais sobre a vaga em questão, para um maior preparo no momento da entrevista.

Outras recomendações são:

– observar como agem outros participantes durante as dinâmicas;
– responder somente ao que o entrevistador perguntar durante a entrevista. Após o término da entrevista, o candidato pode tirar as dúvidas apenas quanto ao processo seletivo;
– trocar experiência com colegas é muito importante para aprimorar o desempenho.

Além disso, o candidato deve responder às informações solicitadas de forma clara e objetiva, sem se prolongar nas respostas. Deve, também, responder às perguntas sem ler as respostas em seu currículo e, caso não compreenda alguma pergunta, vale dizer que não entendeu e pedir para o entrevistador explicar.

Também é permitido pensar um pouco antes das respostas, ou pedir para o entrevistador reformular a pergunta.

– Há muitas diferenças em um processo seletivo de pessoas com e sem deficiência? Quais?

Não, na verdade a pessoa com deficiência deve participar do processo seletivo como uma pessoa sem deficiência. A principal diferença é quando se pergunta sobre a deficiência do candidato, suas limitações, adequações e acessibilidade, que devem ser ressaltadas no momento da entrevista.

Já as atividades propostas em dinâmica de grupo devem ser adaptadas para este público, assegurando que todos consigam participar.

– Os profissionais que trabalham dentro das empresas nos processos de seleção de pessoas com deficiência estão bem preparados para atender esse público? Como eles podem se preparar melhor?

Infelizmente, falta conhecimento sobre as deficiências e sobre como lidar com esse público. Para se aprimorar, devem primeiramente conhecer a Lei de Cotas e, posteriormente, entender como receber e entrevistar pessoas com cada tipo de deficiência.

Ilustração– O que os candidatos devem fazer para lidar com a ansiedade da espera pela resposta da empresa? O candidato pode ligar para saber a resposta? Há algum limite de contatos?

Primeiramente, o candidato deve seguir as condições impostas pelo processo de seleção: fases do processo, entrevistas e feedbacks, respeitando o que o entrevistador informou no momento da entrevista.

Caso essas condições não ocorram, o profissional pode fazer apenas um contato, para não demonstrar ansiedade demasiada.

Muitas vezes, o entrevistador disponibiliza o telefone e e-mail. Ambos devem ser utilizados com bom senso, pois o processo seletivo, muitas vezes, depende de dados, datas e informações que ficam em poder do gestor.

– O candidato pode questionar os motivos de uma resposta negativa à sua contratação?

Sim, pois é de seu interesse para aprimorar-se nas próximas entrevistas. Porém, a pessoa não deve questionar caso o entrevistador informe que não pode dar mais informações por tratar-se de um procedimento interno da empresa.

– Hoje em dia, a roupa com a qual o candidato vai à entrevista conta pontos?

A apresentação pessoal, sim, conta pontos.

O candidato deve fazer sua higiene pessoal (cabelos, unhas, bigode, barba), as mulheres devem evitar decotes e roupas curtas e os homens não devem utilizar bonés e bermudas.

O perfume e a maquiagem devem ser moderados para não causar irritabilidade no entrevistador. Vale o bom senso!

– A concorrência entre os candidatos é grande. Como não desanimar após receber um "não"?

O profissional deve buscar vagas que estejam dentro de seu perfil – não considerar propostas apenas pensando nos salários. Também é importante sempre tentar se reciclar e absorver dicas dos próprios entrevistadores, para maior assertividade nos próximos processos seletivos.

*Conteúdo fornecido por Renata Casimiro, diretora de Recursos Humanos da i.Social, e Jaques Haber, Sócio Diretor da i.Social.