Rosa Maria Fristsch Feijó

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Rosa Maria Fristsch Feijó

Sou Rosa Maria Feijó e tenho 55 anos. Resido em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Sou Bibliotecária, servidora federal por 22 anos da Universidade Federal de Santa Maria, e fui aposentada por invalidez desde o ano de 2006. Sofri um erro médico que causou uma lesão medular. Após 7 anos de fisioterapia, recuperei os movimentos, mas caminho com ajuda de terceiros. 

Este ano, soube que no serviço federal há o sistema de Teletrabalho, por exemplo, no TCU, por este sistema o servidor desempenha suas atividades pelo computador de sua casa, não necessitando se deslocar ao seu local de trabalho. Entrei com processo administrativo na universidade acima citada, solicitando minha volta ao trabalho através do Teletrabalho, uma vez que nessecito morar em Porto Alegre com minha família sendo impossível desempenhar minhas funções de Bibliotecária, de forma presencial, na UFSM em Santa Maria. 

Apesar da vasta literatura sobre o Teletrabalho e do apoio das minhas colegas da Biblioteca Central da UFSM, que querem a minha volta ao trabalho por este sistema moderno e já muito usado do Teletrabalho ou Trabalho Em Casa, a Procuradoria Jurídica da Universidade deu parecer contrário à minha volta, baseada em perícia médica, vamos dizer, um pouco desinformada quanto as minhas capacidades como Bibliotecária e como deficiente física capacitada tecnologicamente, e em leis atrasadas que não priorizam o ser humano e a Solidariedade. 

Estou dividindo com vocês, caros leitores, esta minha luta para unirmos nossas vozes em torno do Teletrabalho para deficientes físicos como mais uma forma de Inclusão, bem de acordo com os tempos em que vivemos. Para encerrar acho que cabe citar uma frase de Charles Chaplin "não sois máquina, sois Homem". Então como Homem devemos sentir e fazer diferente das máquinas, não fiquemos presos a engrenagens que nunca mudam, pelo contrário, as muitas transformações que aconteceram só foram possíveis quando alguém pensou "porque não?" e fez toda a diferença!.