Uiliam Santos Almeida

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Meu nome é Uiliam Santos Almeida e estou aqui para contar a minha história e incentivar os leitores a vencer nos obstáculos da vida. Sempre sonhei em ser goleiro de futebol. Quando criança, assistia as grandes defesas de goleiros pela tv e me inspirava nas defesas do goleiro Dida. O sonho crescia todos os dias; as pessoas diziam que eu tinha futuro, pois era um bom goleiro. Em 2003, fui para um clube da Bahia, até que um dia o presidente disse que eu estava sendo dispensado. Fiquei muito triste, mas retornei para minha cidade. Depois de alguns dias, fui fazer um aparelho de ginástica. Quando estava martelando o prego na madeira, o martelo pegou do lado do prego, que entrou no meu olho direito. Eu já não enxergava mais – o prego perfurou a retina. Fiquei desesperado e minha família, angustiada. Com muita luta, conseguimos um médico para me atender. Passei por vários procedimentos, mas nunca obtinha êxito. Fui para Itabuna, uma cidade maior que a minha na Bahia. Demorei sete dias para ser atendido pelo SUS. Os médicos tentavam vários procedimentos, era um sofrimento, mas os dias foram passando e não havia melhoria. No final, tivemos que pagar R$1.700 na época para a cirurgia. Fiquei desesperado, pois não tínhamos condições de pagar. A situação mobilizou as pessoas do bairro da cidade e fomos na Prefeitura e na Secretaria de Saúde. Lá, conseguimos uma autorização para que eu fizesse a cirurgia e não ficasse cego dos dois olhos. Na cirurgia, retiraram meu olho machucado e a médica responsável disse que depois de trinta dias eu usaria uma prótese ocular. Um mês depois, adaptaram o prótese e, hoje, vivo uma vida normal. Não foi fácil e não é, mas Deus tem me dado força. Se você está numa situação difícil tenha força, acredite e não perca a esperança, pois você vai vencer!

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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