Caíque Aimoré: campeão nas piscinas e na vida

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Conheça a história do atleta que, aos dezesseis anos, conquistou o pódio da maior competição paralímpica brasileira.

 Por Giovana Villari, da reportagem do Vida Mais Livre

Natural de Mogi das Cruzes (São Paulo), Caíque Aimoré, jovem de 21 anos, é um verdadeiro campeão. O nadador foi diagnosticado com Síndrome de Down, alteração genética que atinge atualmente mais de 300 mil brasileiros, mas só teve conhecimento da realidade na adolescência, por se tratar de um caso de mosaicismo, condição que ameniza as características da síndrome.

Caíque teve o primeiro contato com a natação ainda pequeno, aos seis anos, por diversão e saúde. “Gostei tanto que com dez anos participei da minha primeira competição. Adorei subir ao pódio e decidi que iria continuar treinando e competindo”, conta.

Até os quinze anos de idade, o atleta participava de competições regulares, contra atletas sem deficiência. Depois de conquistar o terceiro lugar do pódio de melhor atleta do ano de sua região, a mãe de Caíque percebeu o potencial do filho e passou a pesquisar sobre a natação paralímpica.

Foto de Caíque mostrando a sua medalha

Aos dezesseis anos, Caíque participou de sua primeira competição paralímpica, oCircuito Loterias Caixa, a maior do País. “Eu sabia que estava entre os melhores, mas eles estavam mais preparados e eram mais experientes do que eu. Foi difícil, mas consegui subir ao pódio. Me senti vitorioso!”, lembra com orgulho. O atleta conta ainda que não pensou em desistir. “Desde que me tornei atleta profissional, nunca pensei em desistir. Gosto de tudo na natação: os treinos, as conquistas, as viagens e os companheiros de equipe”, diz, ressaltando que sempre recebeu muito apoio de sua mãe, do irmão e do técnico.

Hoje, o jovem mantém uma rotina de duas horas de treino por dia, quatro vezes por semana, além de fazer caminhada para controlar o peso. “O mais difícil é controlar a comida”, desabafa aos risos. Quando questionado sobre quem o inspira no esporte, o atleta citou campeões como Cesar Cielo, Thiago Pereira e Daniel Dias, além de estrelas do futebol, como Neymar, seu maior ídolo. “Tivemos até a oportunidade de um encontro em 2012. Ele foi muito simpático e humilde. Quero poder sempre representar o Brasil assim como eles”, conta.

Foto de Caíque na piscinaO atleta tem planos de continuar na piscina e ser mais reconhecido. “Tenho orgulho de tudo que conquistei até hoje, principalmente das sete medalhas de ouro que me tornaram campeão mundial em 2012. Agora quero conquistar o bicampeonato mundial, em novembro, no México”, diz. O grande sonho de Caíque é representar o Brasil em uma Paralimpíada. “Não ter a minha classe, Down, me deixa triste, mas vou continuar treinando para estar pronto para vencer quando esse dia chegar”, reforça.

Fora da piscina, Caíque tem outro sonho: se formar em Marketing na faculdade, onde cursa atualmente o primeiro ano. “É mais um grande desafio na minha vida, mas com ajuda dos professores e de meus amigos de sala, vou conseguir”, diz, com otimismo. Como mensagem final, o atleta deixa: “não sei até onde vou chegar, mas tenho ainda muitas coisas para conquistar”.

9 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

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