Faça o Que Você Não Pode

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Oi.

Uma das coisas mais interessantes sobre ser uma pessoa com deficiência é a importância que coisas aparentemente pequenas para os outros acabam tendo. Ainda lembro da felicidade que senti no dia em que tive coragem para andar até meus lugares favoritos no bairro. Havia uma sensação de liberdade e felicidade por ter conseguido atravessar pouco menos de um quilômetro sem apoio.

Há algum tempo, comecei a testar uma bicicleta elétrica como um meio de transporte que facilitasse a minha rotina e me oferecesse maior independência em São Paulo. Ao realizar o primeiro teste, mesmo sabendo que precisaria de algumas adaptações na bicicleta para andar com segurança, senti a mesma sensação de liberdade que tive aos 15 anos, quando comecei a andar pelo bairro. Finalmente, percebi que sim, conseguiria andar de bicicleta.

Muitas vezes, percebo que parte dos medos e dúvidas que tenho em relação à minha deficiência são confusões que eu mesmo criei ao longo dos anos. Há também a combinação com algumas preocupações de pessoas que não estão próximas a PCDs têm, ao não perceber que nós temos capacidade de viver uma vida independente. Por muito tempo, realmente acreditei que nunca conseguiria andar de bicicleta, uma ideia que se formou aos meus seis anos, quando a minha primeira – e única – experiência em uma bicicleta não deu muito certo.

Claro, houveram preocupações, e sim, eu acabei caindo da bicicleta no segundo teste. Mas se todos nós desistíssemos das novidades logo no primeiro ou segundo teste, não haveria progresso. Em qualquer área da vida, e não só para nós PCDs.

A ideia é faça o que você não pode, ou tente, pelo menos. Talvez, não consiga na primeira ou segunda vez, mas quem sabe na terceira, haja uma revelação. Não tem a ver com estupidez ou imprudência, mas com coragem e independência.

Tchau.

11 respostas para “O que aprendi ao falar no TEDx Talks”

  1. Bom dia. Sou pessoa que gagueja e a vida toda sofri com essa dificuldade. Não consigo me expressar a maneira que gostaria. A gagueira me causa sofrimento, tenho 36 anos e sempre gaguejei. No trabalho isso me causa desconforto, porque as pessoas não entendem o que é a gagueira, alguns riem, outros fazem piadas, outros tem pena de mim. Em entrevistas de emprego sou excluída.
    Não sou uma pessoa considerada ” normal”, mas também não sou considerada deficiente. Esse projeto de lei me trouxe esperança. Muito obrigada pela postagem.

  2. Vcs que tem alguma diferença física dos outros, nuncam se sintam inferiores, somos todos iguais. Deus, Ele nos fez perfeitos com muito amor e todos somos capazes, nunca deixe se elevar pelo sentimento ruim de alguém que não sabe se expressar, qualquer ser humano pode superar suas dificuldades, se orgulhe de vcs, são capazes de fazer sempre o melhor, e use a seu favor: a paciência, benovolência e a calma e toda a sabedoria que vcs tem. Um grande abraço meus irmãos.

  3. em algumas companhias de avião (Latam, Gol…) só é permitido o voo gratuito do def.fisico em caso de tratamento médico comprovado, para isso deve preencher cadastro valido por um ano, no caso do acompanhante terá 50% de desconto na viagem. melhores informações no Youtube “Pessoas com deficiência terão passe livre em aviões” ou similares. boa sorte

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